Regras de 2021 não ficarão prontas em junho, diz chefe da Red Bull

Os regulamentos finais da Fórmula 1 para o carro de 2021 não estão "nada perto" do que se espera para que sejam concluídos até o fim deste mês, de acordo com o chefe da Red Bull, Christian Horner.

As negociações sobre a próxima revisão das regras do esporte estão perto de se finalizar e, apesar de algumas equipes pressionarem por um acordo em outubro, Horner disse no início do mês passado que os novos regulamentos deveriam ser assinados em junho.

Quando perguntado se a aprovação das regras pode ser esperada em junho, Horner disse: "Tenho certeza de que algo será apresentado. Provavelmente não chegará nem perto do que realmente será assinado. Tenho certeza de que os regulamentos vão mudar e evoluir”.

"Alguma coisa vai sair em junho, depois vai mudar em setembro, outubro, provavelmente em novembro, e sim, há muito chão, mas há um divisor de águas com algo colocado na frente de nós em breve, aí depois a diversão realmente começa."

"Teremos um contrato assinado pela FIA, Fórmula 1 e todas as 10 equipes até o final de junho ou meados de junho? Não, obviamente não. Mas na minha opinião há muitas bases já cobertas", disse o chefe da Renault, Cyril Abiteboul.

"Eu acho que é tudo sobre tentar concordar sobre quais serão os princípios-chave para 2021, de uma perspectiva financeira, técnica e esportiva. E, na minha opinião, estamos provavelmente a 80% ou 90%, então com boa vontade e um empurrãozinho da FIA e da Fórmula 1, não há razão para que algo não possa ser apresentado no Conselho Mundial de Automobilismo, de modo que tenhamos um conjunto de diretrizes para o final do ano”.

A vice-diretora da Williams, Claire Williams, concordou com Horner que qualquer coisa que seja acordada no próximo mês será apenas o início de novas discussões para finalizar o conjunto de regras. "Agora estamos naquele ponto em que precisamos ter um conjunto completo de regulamentações para podermos planejar e preparar tudo para essa temporada ", disse ela. "Mas tenho certeza de que haverá mais negociações depois desse ponto”.