Fórmula E muda regras para incentivar gerenciamento de energia e dá ponto extra em quali

A principal mudança nas regras esportivas da Fórmula E para a próxima temporada se refere aos períodos de safety car e bandeira amarela em toda a pista, com uma quantidade de energia agora definida para ser tirada de cada carro após cada interrupção.

A quantidade será igual a 1 kWh por minuto durante o período de precaução.

Isso significa que se o safety car estiver na pista por seis minutos, todos os pilotos terão 6kWh subtraídos da energia quando a corrida for reiniciada.

A mudança segue uma crítica significativa às regras atuais já que no formato atual qualquer interrupção de corrida elimina a necessidade de os pilotos economizarem energia significativamente.

Isso reduz as chances de um final caótico, nos moldes do que ocorreu na Cidade do México no início desta temporada, em que o líder, Pascal Wehrlein, ficou sem energia a poucos metros da linha de chegada.

Foi anunciado também que o nível de potência do modo de ataque aumentará em 10kW, para 235kW na próxima temporada. Os pilotos também não poderão mais ativar o sistema durante os períodos safety car ou bandeira amarela por toda a pista.

A Fórmula E e a FIA confirmaram oficialmente que os carros da segunda geração serão utilizados por quatro temporadas, uma a mais que o previsto.

Uma declaração da F-E explicou que a temporada extra, de 2021/2022, foi “acordada em conjunto com os fabricantes, levando em conta a estabilidade das regras e o controle de custos”.

A declaração continuou: "Mais atualizações no desempenho do carro e mudanças na regulação podem ser feitas durante este ciclo, incluindo aumento de potência, melhorias na bateria e uma evolução do projeto."

Outra mudança é a adição de um ponto a ser dado ao piloto que estiver no topo da primeira fase do treino de classificação, quando se há a divisão em grupos.

A categoria já dá três pontos pela pole position e um pela volta mais rápida para pilotos que terminarem no top-10.