Di Grassi: vitória no México foi minha melhor na Fórmula E

O brasileiro caçou Pascal Wehrlein, que liderava a prova, e pressionou o rival na última volta, incluindo uma manobra na curva 3 que fez com que o piloto da Mahindra cortasse a trajetória.

Enquanto isso rendeu uma punição pós-bandeirada a Wehrlein, o alemão permaneceu à frente do brasileiro na pista.

Porém, a pressão de Di Grassi trouxe resultados quando o piloto da Mahindra ficou sem energia metros antes da linha de chegada, e Di Grassi encontrou espaço para passar e vencer.

O campeão de 2016/2017 venceu, com a manobra, pela nona vez na F-E.

Di Grassi disse: “Devo dizer que foi provavelmente a melhor corrida de Fórmula E da minha carreira, porque foi uma mistura de paciência ao ter que economizar energia no começo.”

“Depois, como era difícil passar, tive de fazer as manobras no momento correto. Consegui passar [Oliver] Rowland quando ele entrou no Attack Mode.”

Di Grassi acrescentou que sentiu que Wehrlein foi “mais que agressivo” em sua defesa no fim, acrescentando: “Eu sabia que sua energia estava acabando.”

“Eu estava pondo pressão nele, tentando ultrapassá-lo em todas as últimas cinco voltas.”

“E então, na chicane da saída da curva 3, pude ver que ele estava se defendendo em todas as curvas, fechando a porta, e ele estava indo por fora.”

“Na última volta, estava atrás dele e fingi que ia por fora, e ele deixou uma brecha, uma brecha pequena que era suficiente para ir por dentro, entre o muro e a zebra, e fui por ali.”

“Fiquei lado a lado com ele, e ele cortou a chicane. Provavelmente ele seria punido de qualquer forma, mas aquela foi ‘a’ manobra.”

“Depois daquilo, ele estava fechando a porta. Antonio [Felix da Costa] estava se aproximando, então tive que olhar no espelho e tentar ultrapassá-lo. Foi uma última volta maluca.”

“Então, na linha de chegada, me aproximei, e na última curva ele estava fechando a porta. Fui perto do muro e consegui vencer. Eu não podia acreditar!”